Made in Brazil

 

É uma banda brasileira de rock. Em 1963, Celso Vecchione resolve estudar música. Celso faz amizade com dois guitarristas do bairro da Pompéia, e começa a receber uns toques e dicas que repassa para seu irmão Oswaldo. O processo de aprendizagem se acelera, com mais dicas e conselhos de Sérgio Dias dos Mutantes. Celso começou a tocar no grupo de rock, Eduardo e seus Menestréis. Oswaldo recruta os amigos da escola, Celso Cebolinha na bateria, Albert Seid no baixo e Cornélio de Aguiar Neto no vocal. No primeiro ensaio não oficial do Made in Brazil, os músicos tiveram a colaboração de Sergio Dias. No segundo ensaio, Celso assumiu a guitarra solo. Depois de algum tempo só ensaiando, eles resolvem fazer algumas modificações no grupo e convidam um outro amigo de colégio para assumir o lugar de Cornélio no vocal principal da banda. José Antônio Binda. Albert saiu e Celso e Binda revezavam na guitarra solo e no baixo. A estréia do Made in Brazil no show, se deu em um desfile de modas organizado pelos alunos do Colégio Professora Zuleica de Barros na Pompéia em 1967. O desfile foi em um restaurante Chinês que se chamava Golden Dragon e ficava no piso superior do Shopping Iguatemi na Avenida Faria Lima, em São Paulo. No dia 25 de janeiro de 1971, o Made in Brazil é convidado a participar no Parque do Ibirapuera, do show de aniversario da cidade São Paulo.

 

Achando que já estava na hora, Oswaldo e Celso começam a compor com letras em português, que passaram a ser executadas nos shows juntamente com os covers e clássicos internacionais que a banda vinha apresentando desde o seu inicio. Em 1973, a banda é contratado como atração fixa do programa Papo Pop da TV Record , que era apresentado pelo DJ Big Boy. Em todos os programas os músicos do Made se apresentavam maquiados, como faziam desde 69. Alias a maquiagem circense criada pelo Made foi posteriormente copiada ou recriada pelo conjunto Secos & Molhados e anos depois pela banda Kiss. Em 1974, o grupo assina um contrato com a gravadora RCA Discos e grava o seu primeiro álbum, Made in Brazil mais conhecido como o disco da Banana, símbolo que o grupo começou a utilizar como logo marca. O álbum foi lançado em dezembro em uma serie de shows no Teatro Bandeirantes em São Paulo. O Made in Brazil assina um segundo contrato com a gravadora RCA Discos e grava o seu segundo álbum, Jack o estripador, lançado em 1976. O álbum foi lançado no Teatro Tuca em São Paulo. Nessa época, o Made participa com Rita Lee, Raul Seixas e outros no Festival de Rock de Saquarema. Celso deixa a banda pela primeira vez, por divergências musicais. Oswaldo convida três garotas para formarem os backings vocals: Tibet, Juju e Lucinha do Valle, com quem era casado na época.

 

O seu terceiro álbum, Paulicéia Desvairada, foi lançado em 1978. O lançamento foi no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1981, o seu quarto álbum, Minha vida é Rock‘ n’ Roll, foi lançado. Em 82, o Made promove algumas festas comemorativas de 15 anos de carreira, em vários Teatros de São Paulo. O Made é convidado à fazer parte de um álbum, numa coletânea de Heavy Metal nacional, que a gravadora RGE viria a lançar com o nome de Metal Rock. O seu quinto álbum, Deus Salva, o Rock Alivia ..., foi lançado em 1985. O álbum conseguiu ser um dos trabalhos mais pesados já gravados no Brasil. No ano seguinte em 86 o Made in Brazil, lança dois discos: MADE - PIRATA vol. I e II”, que foram gravados ao vivo em 84 no Teatro Lira Paulistana. Em 1987, o Made comemorou 20 anos de carreira. Em 93 a gravadora BMG-ARIOLA lança a coletânea ROCK - Serie Acervo, com a participação do Made in Brazil. Em 98, a banda cria o selo MADE IN BRAZIL RECORDS e é inaugurado com o lançamento do seu nono álbum, Sexo, Blues & Rock 'n' Roll.  Em 2005, a banda lançou o CD Massacre, álbum gravado em 1977 e que foi proibido e impedido de ser lançado pela Censura da Ditadura militar. Seria o terceiro disco na discografia oficial do Made in Brazil, mas que se concretizou 30 anos depois como o décimo terceiro álbum da banda. O CD, Rock de verdade, é o primeiro trabalho da banda gravado digitalmente. No início de 2009 morreu em um acidente doméstico a vocalista e produtora Deborah Carvalho, que atuou na banda por 19 anos seguidos, desde 1990.

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