Metrô

 

É uma banda brasileira de pop rock. Inicialmente a banda A Gota Suspensa foi fundada em 1978, com uma formação mutante, em que participaram vários músicos. O núcleo que mais tarde viraria o Metrô era composto por cinco colegas franco-brasileiros que estudavam juntos no Liceu Pasteur, a atriz e modelo Virginie Boutaud no vocal, Alec Haiat na guitarra, Yann Laouenan nos teclados, Xavier Leblanc no baixo e Dany Roland na bateria. Em 1983, eles gravaram uma fita demo para se inscrever no festival interno do Colégio Objetivo, e interessou um produtor independente. O álbum, A Gota Suspensa, foi lançado pela gravadora independente Underground Discos e Artes, com a participação de Tavinho Fialho no baixo no lugar de Xavier e Marcel Zimberg no saxofone e flauta. O sucesso do álbum chamou a atenção de várias gravadoras. O Metrô assinou um contrato com a CBS Records para três álbuns. Em 1984, nesta nova fase, A Gota Suspensa trocou seu nome para Metrô. Seu primeiro lançamento com este nome foi o compacto "Beat Acelerado"/"Sândalo de Dândi".

 

Em 1985, o Metrô lançou seu primeiro álbum, Olhar, pela Epic Records. O Metrô contribuiu com a canção "Não Dá pra Parar a Música" no álbum da série infantil de TV, Balão Mágico, também lançado em 1985. Apesar de seu imenso sucesso, as intensas e ininterruptas viagens da turnê acabaram implodindo o grupo. Parte do grupo sentia falta da fase mais experimental. Virginie saiu da banda em 1986, e foi substituída pelo português Pedro d'Orey. Com d'Orey, o Metrô seguiu uma direção mais vanguardista e experimental. Pedro propôs mudar o nome de Metrô para Tristes Tigres, mas a Epic Records não permitiu. E, assim, saiu o segundo álbum, e o único com D'Orey no vocal, A Mão de Mao, lançado em 1987 pela gravadora CBS Records. Apesar de uma recepção bastante favorável por parte da critica, o álbum foi um fracasso de vendas. O Metrô se separou em 1988. Em 2001, Dany, Yann e Virginie retomaram o trabalho, e gravaram o álbum, Déjà Vu, na casa do Dany, no Rio de Janeiro. É o quarto e último álbum de estúdio lançado da banda, lançado em novembro de 2002 pela gravadora independente Trama

 

Alec decidiu não participar da reunião e foi substituído por André Fonseca. Um ano após o lançamento do álbum, Yann deixou a banda e foi substituído nas apresentações por Donatinho, filho do pianista João Donato. Em 2004, a banda se apresentou no Brasil, na França, Inglaterra, Moçambique e em Portugal. Após esta turnê, os membros do Metrô seguiram novamente outros projetos pessoais. Em 8 de novembro de 2014, fizeram em São Paulo um show em que celebravam igualmente o reencontro dos cinco no palco depois de trinta anos, e o 30º aniversário do álbum Olhar. Em maio de 2015 o Metrô anunciou uma terceira e definitiva reunião, mais uma vez com sua formação original. O seu show de retorno aconteceria na Virada Cultural de São Paulo em 21 de junho, mas foi cancelado devido à morte do marido de Virginie. A banda se apresentou ao vivo no Domingo Legal no SBT em 16 de agosto de 2015, tocando uma canção inédita, "Dando Voltas no Mundo". Em 2016 a banda se apresentou na Virada Cultural, marcando definitivamente seu retorno. 

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