Plebe Rude

Plebe Rude é uma banda brasileira de punk rock. Phillipe Seabra nasceu em Washington DC, EUA e criou a Plebe Rude em 1981. A banda foi formada por Philippe Seabra no vocal e guitarra solo, Gutje na bateria, André X no baixo e Jander Bilaphra na guitarra base e no vocal. Em Brasília, eles fizeram parte da Turma da Colina, integrada por outras bandas da Brasília. O estilo da banda, repleto de críticas sociais e políticas, reflete toda a cultura da época, porém com uma preocupação maior nas composições e elaboração dos arranjos e melodias. Plebe Rude era umas das mais famosas bandas de Brasília. A Plebe Rude e a Legião Urbana fizeram um show num festival de rock em Patos de Minas em 5 de Setembro de 1982. Foi o primeiro show da Legião Urbana, que abriu o show para a Plebe Rude. Após as apresentações, acabaram sendo presos por causa da letra da música "Voto em Branco" da Plebe e "Música Urbana 2" da Legião, mas todos acabaram soltos após a polícia local ser informada por eles mesmos que eram de Brasília, temendo que fossem filhos de políticos.

 

A Plebe Rude tocou em todas as danceterias importantes do eixo Rio-São Paulo e no Circo Voador, onde conheceram Herbert Vianna, que haviam homenageado na música “Minha Renda”. A partir daquele momento, Herbert se tornou um dos que mais ajudaram a Plebe a estourar nacionalmente. O álbum de estreia da banda, O Concreto Já Rachou, foi lançado em 11 de fevereiro de 1986. Lançado como um mini LP, contendo sete faixas, foi produzido por Herbert Vianna. Comercialmente, é o álbum mais bem sucedido da banda, alcançando disco de ouro. Contém músicas que fizeram grande sucesso nas rádios como "Até Quando Esperar" e "Proteção". O álbum está na lista dos 100 melhores discos da música brasileira, feita pela revista Rolling Stone, ficando em 57º lugar. Nunca Fomos Tão Brasileiros, foi o segundo álbum da banda, lançado em 1987. O seu terceiro álbum, Plebe Rude III, foi o último trabalho com a formação clássica da banda. Mais Raiva do que Medo, é o quarto álbum da banda, lançado em 1993. O álbum marca a volta às origens da banda. Foi o primeiro álbum da Plebe Rude lançado simultaneamente em CD, LP e fita cassete. A relação com a EMI vinha se desgastando. A banda foi a um programa de TV e rasgaram o selo da EMI da contra capa do álbum anterior. Por consequência a gravadora optou por não renovar o contrato.

 

O novo álbum foi lançado pelo selo independente Natasha Records, e foi distribuído pela Sony Music.

Em 2003, Gutje e Jander Bilaphra deixam a banda. Plebe Rude volta com Clemente, que também integrava a banda Inocentes, e o baterista Txotxa. Em 2006, com essa nova formação, lançaram o álbum independente, R ao Contrário, lançado pela revista OutraCoisa do Lobão. Em 2009 a banda gravou de forma independente o CD e DVD, Rachando Concreto: Ao Vivo em Brasília. Esse foi o segundo álbum ao vivo da banda. O álbum concorreu ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileira. Em 2010 a banda assina com a gravadora Coqueiro Verde. Em 2011, após o lançamento do DVD Rachando Concreto, o baterista Txotxa deixou a banda para ir tocar no Natiruts, ficando Marcelo Capucci no seu lugar. Desfalcada temporariamente em virtude da ida de André X para os Estados Unidos, a Plebe contou com o baixista Fred Ribeiro durante dois anos. Em março de 2014, a banda finalizou seu sexto álbum de estúdio, Nação Daltônica, lançado em novembro pela Substancial Music, além de abrir os shows da banda americana Guns 'n' Roses em Brasília e em São Paulo. Em novembro de 2016, a banda novamente abriu shows para o Guns 'n' Roses, dessa vez em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília.

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