O Rappa

Foi uma banda de rock alternativo brasileira. Em 1993, foi montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor Papa Winnie em suas apresentações no Brasil. Formada por Nelson Meirelles no contra-baixo, na época produtor do Cidade Negra, Marcelo Lobato no teclado, Alexandre Menezes, o Xandão na guitarra e Marcelo Yuka na bateria. Após essa série de apresentações como banda de apoio do cantor, os quatro resolveram continuar juntos e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar um vocalista, e Marcelo Falcão foi o escolhido. Mesmo já tendo uma apresentação agendada no Circo Voador, o grupo não tinha nome. Após ver no jornal a expressão rapa, que designa o ato em que policiais interceptam camelôs, se empolgaram com o termo, e surgiu O Rappa. Em 1994, lançaram seu primeiro álbum, O Rappa, não obteve muito sucesso e foi o único trabalho com a presença de Nelson Meirelles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a sua saída, Lauro Farias, que tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo. Em 1996, foi lançado o seu segundo álbum, Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional. O álbum foi certificado com disco de platina.

 

Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999 foi lançado o terceiro álbum, Lado B Lado A. Em novembro de 2000, o baterista Marcelo Yuka foi baleado durante tentativa de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria. Lobato assumiu a bateria, e o seu irmão Marcos Lobato nos teclados. O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, Yuka voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o terceiro álbum, Instinto Coletivo,  ainda com Yuka na bateria e três inéditas de sua autoria. Yuka desligou-se da banda deixando inimizade com os outros companheiros, alegando ter sido expulso por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo. A banda decidiu seguir sem Yuka, com Lobato se tornando o baterista titular, e seu irmão Marcos se tornou músico de apoio nos teclados. Em 2001, O Rappa participou do Rock in Rio. O quarto álbum, O Silêncio Q Precede O Esporro, lançado em 2003, com diversas canções de sucesso. Foi o último álbum com a produção de Tom Capone, que faleceu em 2004, em um acidente de moto. Em 2005, foram convidados pela MTV Brasil, para gravar o álbum, Acústico MTV, com participação de Maria Rita.

 

No dia 7 de julho de 2007, O Rappa realizou um concerto na etapa brasileira do Festival Live Earth no Rio de Janeiro. Em 2008, lançaram o álbum, 7 Vezes. Em 22 de agosto de 2009, O Rappa fez um show na favela da Rocinha, que foi lançado como DVD. Em 2008, Marcelo Lobato voltou a assumir os teclados, Cleber Sena, que já tocava com a banda na percussão, assume a bateria até sua saída em 2013. Após a sua saída, Felipe Boquinha assumiu a bateria. Seguiram-se dois anos de pausa. O Rappa voltou a tocar junto com shows na Marina da Glória em outubro de 2011. O seu décimo e último álbum de estúdio, Nunca Tem Fim..., foi lançado em 15 de agosto de 2013. O álbum foi certificado com Disco de Ouro. Em 2014, o álbum foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro. A banda boicotou a sua participação no Rock in Rio 2017, pelo tratamento diferenciado em comparação as bandas internacionais. Mais 5 bandas nacionais também recusaram o convite em apoio ao boicote do Rappa. No dia 3 de maio de 2017, o grupo anuncia no Facebook que após o termino da turnê, em fevereiro de 2018, fará uma pausa sem previsão de volta.

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