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Ultramen

É uma banda brasileira. A banda iniciou suas atividades em Porto Alegre no ano de 1991 a partir da reunião de dois colegas da faculdade de Biologia da UFRGS, do baterista Zé Darcy e do baixista Pedro Porto. A ideia inicial era misturar som pesado com balanço black e vocais rap. O primeiro ensaio foi feito com o guitarrista , o qual foi logo substituído por Júlio Porto, irmão do Pedro, que já tocavam juntos na banda Garagem Hermética. Essa formação chegou a gravar uma demo com duas músicas “Private Party Time” / “Top Secret Technique”, com Zé Darcy na composição das letras e fazendo também vocais e scratches. A partir de um anúncio colocado pela banda na Rádio Ipanema FM, Tonho Crocco apareceu para ocupar a vaga de vocalista. Na sequência, entraram o percussionista Malásia, que tocava comna Corporação Brand, e o saxofonista Perú. Essa formação fez os primeiros shows em Porto Alegre e no interior do estado, com destaque para o primeiro de todos na beira da praia em Ipanema em 1991, o qual foi interrompido nas primeiras músicas devido à má recepção por parte dos organizadores do evento em relação à prática, muito comum na época, do mosh/stage diving. Como sexteto, a Ultramen gravou as fitas-demo oficiais, Ultramen em 1991 e Sem Piedade em 1992.

 

A banda começou a se firmar como uma das principais bandas da cena porto-alegrense e gaúcha, chamando atenção a nível nacional, e sendo convidada a participar de festivais como o Superdemo no Rio de Janeiro e Curitiba, em 1995, e shows em Santa Catarina, Espírito Santo e Bahia. Em 1996, o saxofonista Perú deixa a banda. Em 1997, por ocasião das gravações do seu álbum de estreia, entra o percussionista Marcito, fazendo uma participação. O seu primeiro álbum, Ultramen, foi lançado em 1998 em parceria com a gravadora Rocklt! do ex-guitarrista da Legião Urbana, Dado Villa-Lobos. As músicas “Bico de Luz” e “Vou A Mais de Cem” foram registradas em videoclipes e foi um sucesso nacional, e rendeu shows por todo o Brasil. O seu segundo álbum, Olelê, foi lançado em 2000, gravado em um sítio na cidade de Morungava, no Rio Grande do Sul e masterizado no Rio de Janeiro. Nessa época a banda atinge um patamar alto de apresentações em shows e programas de rádio e TV, e o guitarrista Júlio Porto resolve sair. Em seu lugar entra Alexandre Guri. Em 2001, a Rádio Atlântida FM distribui uma edição limitada do CD, A Era do Rádio Ao Vivo, que inclui performances ao vivo em estúdio e no Bar Manara em Porto Alegre.

 

O seu terceiro álbum, O Incrível Caso da Música que Encolheu e Outras Histórias, foi lançado em 2002. Dois anos depois, Alexandre Guri deixa a banda para morar no exterior e Júlio Porto retorna. O seu CD e DVD, Acústico MTV: Bandas Gaúchas, foi lançado em 2005, em que a banda divide o palco com Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Wander Wildner. O seu quarto álbum, Capa Preta, foi lançado em 2006, contendo as faixas “Tubarãozinho” e “É Proibido”, com grande execução na mídia. Em 2008, a banda anuncia um hiato por tempo indeterminado. Em 7 de março de 2013, a banda se apresentou no Opinião, em Porto Alegre. O CD e DVD, Máquina do Tempo, foi lançado em 2016 pelo selo Hearts Bleed Blue, com um show gravado no Opinião, em Porto Alegre em 2008. Desde o retorno às atividades em 2013, a banda continua se apresentando nos palcos gaúchos, sem a presença do percussionista Marcito, que deixou a banda em 2015, e com as guitarras ao comando de Chico Paixão. A banda fez muito sucesso com a música "Canto Alegretense" versão em hip hop que traz a participação do cantor Neto Fagundes. O seu quinto álbum, Tente Enxergar, foi lançado em 2018.