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A Barca do Sol

Foi uma banda brasileira de rock progressivo e MPB. A banda começou a ser formada quando Nando Carneiro e Muri Costa, que eram colegas de um curso pré-vestibular de arquitetura, em Copacabana, passaram a se encontrar nas tardes após as aulas para estudar. Nos intervalos, tocavam violão e o irmão caçula de Maurício, Marcelo Costa, fazia percussão para os dois. No fim do ano, foram convidados para uma apresentação no auditório das Faculdades Bennett, já com o nome A Barca do Sol. No ano seguinte, o compositor e multi-instrumentista Egberto Gismonti, que era amigo da família de Nando, sendo parceiro de seu irmão, Geraldo Carneiro, consegue bolsas de estudo para os rapazes no VII Festival e Curso de Música de Curitiba, atualmente, Oficina de Música de Curitiba. Em Curitiba, passam todo mês de janeiro tendo aulas com, entre outros professores, o cantor e compositor Dori Caymmi que, ao ouvir o trio tocando, apresenta para eles o violonista Beto Rezende, que entrou no grupo ajudando na percussão, o violinista Jaques Morelenbaum, o flautista Marcelo Bernardes e o baixista Marcos Stul. Com essa formação, voltam para o Rio de Janeiro e passam a ensaiar, além de realizarem apresentações, bem como a acompanhar, como banda de apoio, alguns artistas, como o cantor Piry Reis. A banda foi convidada a gravar uma fita demo para a Continental, da gravadora GEL, conseguindo um contrato de gravação.

 

O seu primeiro álbum, A Barca do Sol, foi lançado em 1974, com Egberto Gismonti produzindo e, também, participando como instrumentista nas faixas "Arremesso" e "Alaska". Nesse álbum, começam parcerias com a chamada Geração Marginal, com diversos poetas do movimento, trabalhando como letristas nas canções, especialmente, Geraldo Carneiro, Cacaso, João Carlos Pádua, Afonso Carlos Costa e Daniel Mendes Campos. Antes do lançamento do álbum, em dezembro daquele ano, Marcos Stul sai por não concordar com o espírito de coletividade da banda, e Marcelo Bernardes recebe uma proposta para ingressar no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris. O baixista Alain Pierre e o flautista Ritchie são contratados. A banda faz o lançamento do seu primeiro álbum no Teatro Galeria em dezembro de 1974. Logo no início do ano seguinte, Ritchie também sai da banda para ingressar na banda Vímana e foi substituído por David Ganc. Em 1975, a banda trabalha com Gismonti na trilha sonora do filme Nem os Bruxos Escapam. Graças ao sucesso de canções como "Lady Jane", "O Brilho da Noite" e "Fantasma da Ópera" do primeiro álbum, garantem a gravação de um segundo álbum de estúdio, Durante o Verão, lançado em 1976, produzido por Geraldo Carneiro.

 

No álbum, passam a utilizar instrumentos eletrificados, como guitarra e baixo, além de utilizarem bateria em adição à percussão já utilizada no álbum anterior. Em 1978, a banda gravou o álbum, Corra o Risco, o primeiro álbum da cantora Olivia Byington, com sucessos da banda regravados por ela, além de canções inéditas. Antes da turnê do álbum, Jaques Morelenbaum se muda para Boston, para estudar violoncelo por dois anos no New England Conservatory of Music, e a banda faz a turnê do álbum como um sexteto. O seu terceiro álbum, Pirata, foi lançado em 1979 pelo selo Verão de forma independente, coproduzido pela própria banda juntamente com Afonso Carlos Costa, ainda como um sexteto. Em 1980, a banda faz uma participação especial na faixa "Mais Clara, Mais Crua", no álbum, Anjo Vadio, de Olivia Byngton, lançado em 1980, e no ano seguinte, a banda se dissolve. Após o término da banda, seus membros se tornaram importantes músicos na cena da música popular brasileira. Em 1995, o álbum de coletânea, Sucessos, foi lançado, e em 2000, os 2 primeiros álbuns da banda, A Barca do Sol / Durante o Verão, foi lançado em formato de CD pela Warner Music Brasil. Após 38 anos de sua dissolução, a banda voltou a se reunir para a apresentação de dois shows em setembro de 2019, em São Paulo. Ainda, em 18 de fevereiro de 2020, foi relançado o último álbum da banda, Pirata, em formato de streaming