Vímana

 

Foi uma banda brasileira de rock progressivo. O nome da banda, é uma palavra do sânscrito usada para descrever as carruagens de fogo dos deuses. Em 1974, a banda contava com tecladista Luiz Paulo Simas e o baterista Candinho, vindos da banda Módulo 1000, o guitarrista e vocalista Lulu Santos e o baixista Fernando Gama, ex-membro do Veludo Elétrico. A banda realizava apresentações e os quatro trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Com a saída de Candinho, em 1975, Lobão e Ritchie entram para a banda, que tornou-se a formação mais conhecida da banda. 

 

A banda era um sucesso no circuito underground do Rio de Janeiro e arrastava pequenas multidões para os shows que fazia no Museu de Arte Moderna e no então Teatro Tereza Rachel. A banda se apresentou na terceira noite do Festival Hollywood Rock, no Rio de Janeiro em 1975. Na apresentação do Vímana, com o seu progressivo funkeado, a banda foi vaiada. Em 1976, a banda lançou, pela Som Livre, o compacto "Zebra" / "Mascarade". Em 1977, o grupo começou a desmoronar quando Patrick Moraz, ex-tecladista do Yes, chegou ao Rio de Janeiro e escolheu o Vímana para ser seu grupo de apoio. Em 1978, a banda gravou o álbum, Vímana, inédito até hoje. 

 

O álbum não foi lançado pelo fato de que o compacto simples foi basicamente ignorado tanto pelas rádios como pelo própria Som Livre que resolveu enterrar o projeto. O tecladista suíço pretendia montar uma nova banda, intitulada Patrick Moraz Band, formada pela maioria dos integrantes do Vímana, com exceção de Lulu Santos, a quem o tecladista desprezava. A expulsão de Lulu do Vímana por parte de Moraz ocasionou desentendimentos entre Moraz e os outros integrantes, ocasionando a dissolução da banda. Posteriormente, todos se dedicaram a carreira solo.

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