Moto Perpétuo

 

Foi uma banda brasileira de rock progressivo. Em 1970, Guilherme Arantes foi assistir a peça Plug, produzida pelo seu primo Solano Ribeiro no Teatro Ruth Escobar e conheceu Diógenes Burani. Em pouco tempo, Guilherme no teclado, Diógenes na bateria e percussão e Rodolfo Grani Júnior no baixo, acompanharam Jorge Mautner em shows por São Paulo. Quando entrou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, Guilherme conheceu o músico Cláudio Lucci, que se juntou a Guilherme e Diógenes e resolveram montar uma banda.

 

Diógenes, por sua vez, tinha participado de um grupo que Rita Lee tentava montar com sua amiga Lucinha Turnbull, após a sua saída dos Mutantes, que se chamava Cilibrinas do Éden. Deste projeto, Diógenes havia conhecido o baixista Gerson Tatini e o guitarrista Egídio Conde, sugerindo seus nomes aos membros da banda. Em 1973, a banda chama a atenção de Moracy do Val, jornalista e produtor que começa a trabalhar na promoção da banda, conseguindo um contrato com a gravadora GEL para o lançamento de um álbum de estúdio pelo selo Continental.

 

Em setembro e outubro de 1974 gravam em São Paulo, o seu álbum de estreia, Moto Perpétuo, lançado em 11 de novembro de 1974 com uma apresentação no Theatro Treze de Maio. Alguns meses mais tarde, o grupo acabaria por divergências internas, com Guilherme Arantes querendo se afastar daquela sonoridade progressiva que ele considerava elitista. Em 1981, Cláudio Lucci, Gerson Tatini e Diógenes Burani, se reuniram com a vocalista e violonista Mônica Marsola, formando o grupo São Quixote e gravam o seu único álbum, São quixote. O álbum contou com a participação de Guilherme Arantes tocando moog e piano em cinco faixas do álbum que foi gravado pelo selo Lira Paulistana.

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